Cadeira Número 08

Patrono Antônio Frederico de CASTRO ALVES
Nasceu em Curralinhos (BA), em 14 de março de 1847. Nesta época a escolaridade no Brasil e especialmente na região em que nas­ceu era muito precária.
Seu pai médico. Passando a morar em Salvador, onde frequentou o Colégio Baiano, dos 12 aos 14 anos, começam a aparecer seus ver­sos dentro de métrica e rima, com linguagem evidenciando seu espíri­to social e nacionalista. Aos 16 anos vai para o Recife prestar vesti­bular na Faculdade de Direito, então só existente, além da de São Paulo. Outra faculdade só havia a de medicina na Bahia e Rio de Janeiro. Reprovado por duas vezes por mau conhecimento de Geome­tria, embora já nesta idade tivesse já traduzido do latim, Ovídio e do Inglês, Lord Byron.
Finalmente ingressou na Faculdade e sua vida social e recreativa era o teatro, onde encontra a atriz Eugênia Câmara, mais velha do que ele e se apaixonam.
Em 1866 apresentou o poema "O Século", que anima os profes­sores e a juventude, poema que se reflete no Rio de Janeiro e em São Paulo, de maneira que quando para lá viaja, sua fama já o havia prece­dido. Seus poemas influíram muito no espírito nacional, para encami­nhar a abolição da escravatura.
Contaminado pela tuberculose num tempo onde ainda nada se sa­bia sobre micróbios e de infecções, padece de hemoptises frequentes, que originou o seu poema "Mocidade e Morte".
Romântico e sensual, "Espumas Flutuantes", "Os Escravos", cul­minam com a apoteose de "Navio Negreiro".
Morre na Bahia, sua terra natal, em julho de 1871, entregando vasta obra poética e peça teatral.

Primeiro Acadêmico Fahed Daher


Lutador pelas causas sociais. Um orientador pela dinâmica da família tendo liderado a Escola Nacional de Pais, o Movimento Familiar Cristão, associações de pais e professores, associação de Alcoólicos anônimos, clubes de serviços. 

Na vida acadêmica líder estudantil, orador da turma de formandos em medicina, alem de orador oficial da caravana de médicos em visita a Argentina com exaltações de oratória na Praça de San Martin, em Buenos Aires.


Mestre de Cerimônias e apresentador de diversos bailes de debutantes entregando, sempre a cada adolescente um poema. 

Poeta com 14 (quatorze) livros publicado. Historiador com livro de análise histórica dos períodos governamentais de Getulio Vargas e Juscelino Kubitcheck, penetrando no período do governo militar.  

Cronista com múltiplas crônicas publicadas em diversos jornais do Brasil.
Fundador do Lions Clube de Rolândia. e iniciador da Associação Médica e sociedade amigos de Rolândia. 

Líder político com a presidência do Partido Democrata Cristão. Professor de Biologia na escola técnica de Comércio de Rolândia. Patrono de turmas de formatura em diversas escolas 

 Secretário e posteriormente presidente da Associação Médica Regional de Apucarana.  Co - fundador de Rotary Clube Apucarana Sul.  Na Associação Médica promoveu diversos congressos regionais e simpósios.

Cadeira Número 09

Patrono HUMBERTO DE CAMPOS Veras
Nasceu em Miritiba, Maranhão, em 25 de outubro de 1886, filho de Joaquim Gomes de Farias Veras e Ana Campos Veras.
Aprendiz de tipógrafo, alfaiate e escriturário, em 1908, lançou-se no jornalismo em Belém (Pará) e chegou a diretor de A Província do Pará. Fatores políticos forçaram-no a mudar-se em 1912 para o Rio de Janeiro, onde passou a trabalhar como redator de O Imparcial.
A longa série de seus livros de prosa iniciou-se com Dona Saara de Booz (1918), A Bacia de Pilatos, (1924) O Monstro e outros con­tos (1932), Cristicas. (1933) À Sombra da Tamareira (1934), Lagar­tos e Libélulas (1935), sendo considerado o mais importante deles Memórias, pelo sofrimento e melancolia de que está impregnado.
Ingressou na Academia Brasileira de Letras em oito de maio de 1920.
Foi eleito deputado federal pelo Maranhão em 1927, mas teve o mandato interrompido pela revolução de 1930.
Faleceu no Rio de Janeiro, em 04 de dezembro de 1934, com apenas 48 anos de idade, ao submeter-se a uma intervenção cirúrgica.

Acadêmico Atual  VAGO

Cadeira Número 10

Patrono DOM HÉLDER CÂMARA
Nascido em 07 de fevereiro de 1909, em Fortaleza-CE, Dom Hélder é o décimo primeiro filho de uma família simples e numerosa, composta de treze filhos. Filho de João Câmara Filho e Adelaide Pessoa Câmara. Aos 4 anos de idade já mostrava especial atenção aos sacerdotes e seu desejo era ser "um padre lazarista". Em 1917 recebe sua primeira eucaristia.
Em 1923 in­gressa no Seminário Diocesano de Fortaleza (Prainha), onde faz os cursos preparatórios e depois filosofia e teologia, tendo sua preparação sacerdotal se dado de forma tranquila e serena. Foi ordenado sacerdote aos 22 anos de idade, no dia 15 de agosto de 1931, recebendo uma autorização especial da Santa Sé, pois não possuía a idade mínima exigida. Em 1931, juntamente com dois amigos funda a Legião Cearense do Trabalho, para em 1933, junta­mente com lavadeiras, passadeiras e empregadas domésticas, instituir a Sindicalização Operária Feminina Católica.
Em janeiro de 1936, parte para o Rio de Janeiro, onde, abandonando seu ideário integralista, dedica-se sem denodo aos estudos. Entre 1947 e 1952, dirige e colabora com as revistas Ação Católica e Assistente Eclesiástico. Foi eleito bispo em 20 de abril de 1952. Foi co-fundador do CELAM - Conselho Episcopal Latino-America­no. Em 1955 destaca-se como organizador e Secretário-Geral do XXXVI Congresso Eucarístico Internacional. Em 1956, funda A Cruzada São Se­bastião. Em 1959, funda no Rio de Janeiro o Banco da Providência. De 1952 a 1964 exerce o Cargo de Secretário Geral da CNBB, fomentando os ideais de sua fundação e promovendo a integração dos bispos do Brasil. Em 12 de Abril de 1964 é nomeado Arcebispo de Olinda e Recife. Em 10 de abril de 1985 é Arcebispo Emérito.
No plano internacional: de 1958 a 1966 é delegado do Brasil e 2o vice-presidente do CELAM; Em 1968 é delegado do Brasil na 2a Assembléia Geral do Episcopado Latino-Americano em Medelin, na Colômbia; Em 1979 é delegado na 3a Assembléia Geral do Episcopado Latino-Americano em Puebla, no México; Entre outros, além de se destacar pela atuação junto a Santa Sé, sendo Membro do Concilio Vaticano II, Fundação do Banco da Província; Fundação do Movimento Encontro de Irmãos; Criação da Co­missão de Justiça e Paz; Criação do INTER - Instituto Tecnológico de Recife.
Considerado um dos maiores ecumenistas mundiais, recebeu 32 títulos de "Doctor Honoris Causa" e 30 títulos de "Cidadão Honorário" no Brasil e no Mundo. Foi membro de honra de comitês de Justiça de 44 organizações nacionais e internacionais.



Acadêmico ATUAL - Afonso de Sousa Cavalcanti


*MS em Filosofia e Dr em Educação, Administração e Comunicação, Professor de Filosofia, Sociologia e Política Educacional Brasileira na FAFIMAN.



Cadeira Número 11

Patrono ELIS REGINA
Nascida em 17/03/45, em Porto Alegre - RS. Participa do "Clube de Guri", em 1956. Grava seu primeiro LP em 61. Transfere-se para o Rio de Janeiro, canta no "Beco da Garrafas", o berço da Bossa Nova em 64.
A partir daí, seu estrondoso e espantoso sucesso vai aumentando cada veí mais... Muitos de nós ainda temos isso muito vivo na memória? Por isso i tão difícil escrever sobre uma coisa tão viva!!! A Elis dos Festivais do "Upa Neguinho na Estrada" rapidamente vai se impondo como a maior cantor; que o Brasil jamais teve e muito dificilmente terá... "Fino da Bossa e grande número de inesquecíveis e inestimáveis preciosidades da música popular brasileira foram gravadas por ela, em virtuosismo interpretativo imortal.
A minha escolha por Elis Regina para patronesse não poderia ter sido outra considerando ser ela uma das pessoas mais importantes na ocasião de minha maior decisão: a Medicina ou a Arte?! Em 1976, optei pela primeira e até hoje ainda estou. No entanto, a Segunda é essencial em mim como um todo Sobretudo, sou médico, mas a arte faz parte de mim!
Nos idos de 1975, em um festival aqui mesmo em Apucarana, a conheci nos anos subsequentes algumas vezes, jantamos juntos após alguns de seus shows em Curitiba e pelo Brasil a fora. Cada vez mais revelando nomes como Milton Nascimen­to, Ivan Lins, Belchior e outros tantos...
 Os seus shows mais famosos, com "Falso Brilhante", "Transversal do Tempo", "Saudades do Brasil" e por fim “Trem Azul", onde ganhei um beijo de adeus em Curitiba... Algum tempo depois ela morreu, em janeiro de 82... (sem gravar a minha música, que quase sairia em seu próximo disco...).
Dedico a ela este poema escrito em São Paulo, após ter visto "Falso Brilhante", em 1977.
Poema



Elis Regina
ídolo noturno
sulino orgulho
brilho clássico
rainha brasileira
mito para mim até sempre
estrela intocável intérprete
cantora de minha predileção
altura superior à própria pequenez
aguda ou grave
afinada
intensa e única
misansônica
aguerrida e impondo
monstruosa
célebre e atrevida
pimentinha
marca na minha vida
Elis e Regina
Valente
Viva


Acadêmico ATUAL - Alemar Alves Sampaio




Cadeira Número 12

Patrono CECÍLIA Benevides de Carvalho MEIRELES
Nasceu em 07 de novembro de 1901, no Rio de Janeiro e foi criada pela avó materna, pois aos três anos ficara órfã de pai e mãe. Em 191 forma-se professora primária e em 1919, estreia na poesia com o livro "Expectros", tornando-se a principal voz feminina da moderna poesia brasileira.
Preocupada com a educação da criança e motivada pela experiência como professora, publicou "Problemas de Literatura Infantil", lúcido ensaio sobre o assunto e, posteriormente, o conhecidíssimo "Ou Isto o Aquilo", livro de poemas voltado para a infância que, com suavidade dos sonhos e fantasias que povoam o mundo dessa faixa etária.
Principais obras: Viagem, Vaga Música, Solombra, Mar Absoluto outros poemas, Doze Noturnos da Holanda, Retrato natural, Canções Poemas Escritos na índia, Romanceiro da Inconfidência, Baladas par el-rei e Metal Rosicler.
Mas, Cecília não foi só poesia. A divulgação de sua obra em prosa constituída por crônicas e textos sobre educação, tem aumentado ainda mais o seu prestígio de intelectual sensível às questões sociais de sei tempo. Importante é perceber, em seus poemas a presença sutil artesã de versos que conciliam tradição e inovação, sensibilidade e beleza, intuição f emoção, tudo de uma forma equilibrada e harmoniosa.
Cecília foi, em verdade, convicta defensora do ensino laico e crítica da ditadura getulista.
Faleceu em 09 de novembro de 1964, na mesma cidade do Rio de Janeiro que a viu escrever as primeiras letras e os primeiros poemas. Cecí­lia despediu-se deixando a música cadenciada e perfeita de sua poesia.

Primeira Acadêmica Leny Fernandes Zulim
Nasceu em Piquerobi (SP), filha de André Apolinário Fernandes e de Sumira Nathalina Zulim Fernandes. Cursou o ginasial na Escola Estadual Pestalozzi, hoje Colégio Estadual Alberto Santos Dumont, e o colegial na Escola Normal Ovídio Decroly, de Apucarana. Com o término do Curso Normal, inicia-se sua carreira no magistério, no antigo Colégio Mater Eclesiae, hoje Mater Dei. Cursou Letras Anglo-Portuguesas na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Jandaia do Sul.
Também atua no curso noturno do Colégio Mater Dei com a disciplina Língua Inglesa, no 1º au. Em 1979, ingressa no magistério estadual, desde 1988 é docente do Ensino Superior, atuando como professora de Literatura Brasileira, na antiga Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Arapongas, hoje Universidade Norte do Paraná de Arapongas.
Em 1996, participou, na Universidade de Valladolid (Espanha), de um curso de Literatura Hispânica. Em 2000 concluiu o Mestrado pela Universidade Estadual de Londrina, com a dissertação "Entre o Discurso Oficial e a Realidade da Escola: a Literatura no Ensino Médio de Apucarana - PR".
Obras publicadas: Literatura Literária: uma proposta concreta de trabalho; Viva Poesia (2000); Inovando nas Escolas do Paraná (coautora). : - INEP, 1994.
Há ainda vários artigos publicados em periódicos.

Cadeira Número 14

Patrono MANUEL Carneiro de Souza BANDEIRA Filho
Nasceu no Recife, Pernambuco, em 1886, filho de um engenheiro. Fez estudos primários no Recife e secundários no Pedro II do Rio e ainda o primeiro ano da Escola Politécnica de São Paulo, pois desejava ser arquiteto.
Adolescente em 1904 foi obrigado a deixar os estudos e a viver em várias estações de clima; em 1913 foi para um sanatório da Suíça, de onde voltou em 1914; em 1917 publica A Cinza da Horas, saudada por João Ribeiro. Perde a mãe em 1916 e a irmã, que era enfermeira, em 1918; em 1919 publica Carnaval e no ano seguinte perde o pai, indo então morar na Rua do Curvelo, onde escreveu O Ritmo Dissoluto (1925), e Libertinagem (1930), e muitos poemas de A Estrela da Manha (1936), estando sua obra poética reunida em Estrela da Vida Inteira, publicado em abril de 1966.
Por ocasião de seu 80° aniversário, Bandeira é considerado o grande precursor do movimento Modernista iniciado em 1922 e um dos melhores poetas da língua de todos os tempos, embora ele próprio teimasse em se considerar "poeta menor". Deixou excelentes livros de crônicas (Os Reis Bêbados e Andorinha, Andorinha), memórias (Itinerário de Pasárgada), muitas traduções do espanhol do francês e do alemão, um compêndio de História das Literaturas e outros das Literaturas Hispano-Americanas (foi professor do Pedro II e da Universidade do Brasil), antologia da poesia brasileira, estudos sobre Gonçalves Dias, Antero de Quental e outros poetas; críticas de poesia e de artes plásticas, etc.
Entrou para a Academia Brasileira de Letras em 1940 e exerceu um intenso labor intelectual e uma larga e profunda influência, morrendo, coberto de glória, a 13 de outubro de 1968, no Rio.

Acadêmico ATUAL - Matheus Moreira Santos

Primeira Acadêmica Maria Granzoto Da Silva
Nasceu em Londrina, Paraná, em 1948. É filha única; o pai agricultor e a mãe, do lar. Fez seus estudos primários em Marilândia do Sul e o secundário, Magistério, em Apucarana. Em 1972 graduou-se em Letras pela Universidade Estadual de Londrina.
Em 1974 formou-se Pedagoga pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Mandaguari. Realizou estudos de Pós - Graduação em Língua Portuguesa, descrição e ensino. Foi professora da rede pública de ensino, onde se aposentou.
Sempre trabalhou em Escolas particulares, onde ocupou vários cargos. E sócia - proprietária do Colégio São Camilo, de Arapongas, onde ocupa o cargo de Diretora. Trabalha na Universidade Norte do Paraná, na Assessoria de Extensão à Comunidade e na Coordenação do Curso de Letras, campus de Arapongas.
É rotariana e sócia - fundadora do Rotary Clube de Arapongas Beija-Flor, tendo ocupado vários cargos, inclusive a Presidência na gestão 97/98.
Seus escritos resumem-se em crônicas e poesias, tendo feito algumas publicações em jornais de Apucarana.