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Discurso de Posse do Presidente Artur Palú Filho em 01/09/2013.


            Inicia-se nova etapa na vida desta Academia. Temos certeza do passado, assim como temos certeza da festa do presente. Resta, contudo, a obscuridade do futuro. Obscuridade esta que se pode traduzir em expectativas, esperanças mil e desejos de que tudo seja tão claro, bom e feliz como o foi o passado.

Juntos, os Acadêmicos, e nós que ora assumimos a Presidência desta casa da cultura, somos felizes e gratos ao contarmos com vossas presenças. Vós, ó aqueles que, familiares  ou amigos, companheiros das lides da vida, aqui viestes para nos acalentar o coração; vós que - aquiescendo ao convite que vos formulamos, em pensando tornar-nos felizes - deslocastes-vos do aconchego de vossos lares, para - nesta manhã, que tão importante nos é - estardes aqui conosco. Sede, por conseguinte, bem-vindos!
           
Há treze anos, no dia 27 de julho de 2000, ao instalarmos nossa Academia, era

Agradecimento do Presidente Eleito

Caríssimos Acadêmicos e Amigos,
Fiquei muito feliz com a reunião de hoje pela manhã da nossa Academia.

Quando, há dias passados, o Presidente Edson abriu o processo da eleição para o novo presidente, muitos de nós, inclusive eu, fizemos questão de ressaltar que ele seria a pessoa indicada para tal cargo. Disse ele, no entanto, não ter condições de partir para a reeleição, abrindo mão de sua candidatura.

Fiquei feliz e lisonjeado com sua indicação de que o meu poderia ser um nome a concorrer. Todos são testemunhas, no entanto, de que não procurei o cargo, visto que não conversei com quem quer que seja e nem ao menos mandei um Email dizendo-me candidato e/ou solicitando apoio e voto.

Nas mãos de quem se depositasse tamanha honraria e responsabilidade estaria bem depositada. Todos nós, indistintamente, teríamos a possibilidade de sermos um Presidente à altura do que se espera do novo Eleito.

Na qualidade de Acadêmico Fundador e tendo sempre demonstrado o quanto a Academia me é importante, também não me furtei à responsabilidade e aceitei o encaminhamento de que meu nome pudesse ser indicado e votado.

Mais feliz fiquei com as manifestações anteriores mandadas via Email e, sobretudo, quando hoje, pela manhã, dispensou-se o princípio do voto secreto e se o fez por aclamação.

Obrigado, Caríssimos, obrigado pela confiança que estão depositando neste Acadêmicos e, sobretudo, pois, junto com ela, vem também a responsabilidade.

Aceito-a, mas me considero pequeno para tamanho empreendimento. Ao invés de apequenar-me, entrementes, sabendo que posso contar com o apoio dos Caríssimos Acadêmicos, quero, partindo de uma posição de humildade, colocar todo o meu empenho e boa vontade para que façamos, todos nós, de nossa Academia, uma casa sempre grande, onde, de portas abertas, encontremos aconchego para todas as nossas ideias, expectativas e ideais e possamos acolher todos aqueles que, imbuídos da boa vontade, possam vir para somar forças conosco e fazermos, todos juntos, das Letras, das Artes e das Ciências campos onde difundamos tudo quanto nos vai no interior e queiramos e possamos compartir com o carente de um mundo mais elevado, nos campos da cultura, das ciências e do intelecto.

Um agradecimento todo especial aos Caríssimos Acadêmicos que me precedem na Presidência: Acadêmicos Fahed e Edson. Se hoje somos o que somos, devemos a eles. Um por dar o passo inicial, momento difícil, pelas dificuldades naturais do momento da Academia-menina; outro por dar continuidade a um processo vitorioso, iniciado anos antes, e que se consolidou com sua juventude, denodo e vontade de fazer de nossa Academia uma Cada da cultura e do Crescimento.

Conclamo a todos, desde já, para que assumamos em definitivo um compromisso para todos os primeiros domingos de mês, quando pela manhã, em horário que estabeleceremos, se terá a oportunidade de crescer: seja pelo que temos a oferecer numa palestra, seja pelo que se nos oferecerá quando tivermos a oportunidade de apreciar a apresentação de um Companheiro Acadêmico ou de um convidado.
Obrigado, Caríssimos, que Deus, em sua infinita bondade de Pai, os cumule com suas mais escolhidas e abundantes graças e bênçãos para que possamos nos realizar, realizando.

Do grato e feliz Acadêmico e Amigo,

Artur Palú Filho.
                                                              
04/agosto/2013.



Cadeira Número 03

Patrono JOSÉ Martiniano DE ALENCAR
JOSÉ Martiniano DE ALE NCAR nasceu no Sítio Alagadiço Novo, Messejana, Município de Fortaleza - CE, no dia 1o de maio de 1829, filho primogênito de José Martiniano de Alencar (o Senador Alencar) e sua pri­ma legítima Ana Josefina de Alencar.
Transfere-se com a família, ainda menino para o Rio de Janeiro onde vai às aulas no Colégio de Instrução Elementar em que logo se destaca como o primeiro da classe. A escola Januário Mateus Ferreira dá ao garoto José o gosto pela leitura em voz alta nos serões da família. Com 17 anos, matricula-se na Academia de Direito de São Paulo. No ano seguinte, ingressa na Academia de Curso Jurídico de Olinda - PE.
De volta ao Sul, forma-se em outubro de 1850 pela Acade­mia de Direito de São Paulo. No mesmo ano, fixa residência na Corte, iniciando-se no jornalismo, onde brilharia. Jornalista, jurisconsulto, políti­co, orador, teatrólogo, deputado pelo Ceará em diversas legislaturas, con­selheiro, além de Ministro da Justiça, tudo isso foi José de Alencar.
Funda­dor do romance genuinamente brasileiro versou sobre temas nacionais, através do regionalismo de "O Sertanejo" e "O Gaúcho", ou do indianismo de "O Guarani", "Ubirajara" e "Iracema", dando uma linguagem nossa o que lhe valeu acerbas críticas, Casado, com D. Georgina Augusta Cochrane de Alencar, faleceu no Rio de Janeiro no dia 12 de dezembro de 1877, deixando uma obra das mais importantes e significativas de toda a literatu­ra brasileira.
São obras suas no Romance; Cinco Minutos, O Guarani, A Viuvinha, As Minas de Prata, Lucíola, Diva, Iracema, O Gaúcho, A Pata da Gazeia, Guerra dos Mascates, O Tronco do Ipê, Sonhos d1 Ouro, Alfarrábios, Ubirajara, Senhora, Til, O Sertanejo, Encarnação e O Garatu­ja. É também autor de peças de Teatro e de Ensaios (político, literário, jurídico) e Biografia.


Primeiro Acadêmico Artur Palú Filho
Natural de Rio Azul - PR, nascido aos 29/04/45, filho de Artur Palú e Olívia França Palú. Fez seu curso Ginasial no Colégio Paranaense Interna­to (Marista) e Contabilidade na Escola Técnica de Comércio anexa à Fa­culdade de Direito da Universidade Federal do Paraná, ambos em Curitiba.
Fez três Cursos Superiores; Economia na Faculdade Estadual de Apucarana; Letras Anglo-Portuguesas na Faculdade de Jandaia do Sul e, Esquema I na Faculdade de Presidente Prudente. Profissionalmente é Oficial de Justiça Avaliador aposentado da Justiça do Trabalho e Professor eletivo na Facul­dade Estadual de Ciências Econômicas de Apucarana, onde leciona Portu­guês e História do Pensamento Econômico. Iniciou suas atividades de Magistério na cidade de Rio Bom, depois transferiu-se para Califórnia e finalmente a Apucarana.
Nesta cidade, lecionou na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Apucarana e nos Colégios Polivalente, Mater Dei e São José, sempre na área das Letras, É casado com a Sra, Helena e tem quatro filhos. Seu gosto pela literatura vem do estímulo dado por seus pais que também eram verdadeiros amantes da leitura e da cultura. É um contis­ta desde 1970. Já participou de vários concursos de contos, tendo sido premiado nas cidades de Campo Mourão e Jacarezinho e com os 1o e 3o lugares no 1o Concurso de Contos "Contos de Gente Nossa" promovido pela Prefeitura juntamente com a Faculdade de Apucarana.
Já se aventurou pelos campos da poesia e, constantemente, tem proferido palestras em Colégios e a membros da Comunidade. No momento está escrevendo seu primeiro romance que, tem como título provisório 'Talita Cumí". Esco­lheu para ser o Patrono de sua Cadeira na Academia o escritor José de Alencar, por considerá-lo um expoente da Literatura Brasileira.