MEDITAÇÃO
Terra girando no espaço!
Astros todos no infinito!
Oceano profundo!
Céu aberto, sol muito além,
Iluminando o mundo!
Árvores, flores num sorriso...
Brisa Mansa refrescando o rosto!
Calado, fico imaginando...
Quanta coisa bonita!
Na admiração, medito...
No questionamento, reflito...
Quem criou esse paraíso?
Concluo, nos sentidos meus:
Quem fez tudo isso,
QUE SERÁ
Do planeta em que habitamos?
Desta terra tão bonita?
Que tem o céu em festa,
Oceanos, rios, montes e florestas?
Que adotou-nos, filhos seus?
O homem que se diz racional,
Evoluiu com seu instinto animal.
Fez crescer sua arrogância...
Achou que, enriquecendo, teria nobreza.
E para atingir o objetivo,
Com tamanha ganância,
Explorou o povo nativo.
Deixou o caboclo na pobreza,
Derrubou as florestas,
Devastou a natureza,
Contaminou os mares,
Poluiu a atmosfera
E mandou tudo pros ares.
Hoje, vendo as grandes conquistas,
Que percorreram o espaço,
Na ânsia da evolução,
O homem caiu no fracasso,
Sem prestar atenção.
E a terra maravilhosa,
Vestida de matas frondosas,
Está ficando deserta...
O que será da vida futura,
Se continuar nessa aventura?
“Homo sapiens”, vê se desperta!
Braz Miranda de Sá
A Academia de Letras, Artes e Ciências Centro-Norte do Paraná, fundada em vinte e sete de julho de 2000, é uma sociedade civil sem fins lucrativos, que tem por finalidade o cultivo, a preservação e a divulgação do Vernáculo e da Literatura - nos seus aspectos científico, histórico, literário e artístico - bem como das Artes e das Ciências, podendo participar de iniciativas úteis ao desenvolvimento cultural da região, do Paraná e do Brasil.
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Livro Prof Braz - Vale do Ivaí
APRESENTAÇÃO
Três Poetas assim se expressaram ao se referirem à sua terra: Gonçalves Dias, o poeta dos versos, em 1843, em sua “Canção do Exílio”, suplicou: “Minha terra tem palmeiras... Não permita Deus que eu morra, sem que volte para lá!” José de Alencar, o poeta da prosa, em 1865, em seu “Iracema”, nos descreveu: “Verdes mares bravios da minha terra natal onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba”. E o terceiro – BRAZ MIRANDA DE SÁ - um poeta “pé-vermelho”, radicado nesta terra, de longa data, fez da prosa uma poesia e nos brinda com sua obra-maior “Vale do Ivaí”, lançada em sua primeira Edição em 1987.
O “Professor Braz” deixa sua emoção e sensibilidade aflorarem, transmitindo-nos a lembrança, o sabor e a saudade de uma época bonita, a época dos desbravadores – bravos e destemidos irmãos de todas as partes do Brasil e do mundo – que, vindo, aqui se fixaram para fazerem desta terra a sua terra, e deste chão o seu universo, onde pudessem, viver, sonhar... criar sua prole e serem felizes, na luta árdua do labor diuturno.
A obra está repleta de relatos de ações do dia-a-dia, sem se importar com quem as praticou, mostrando que o que aconteceu ao Pedro, poderia ter acontecido com o José e que a Maria não é mais feliz ou infeliz que a Joana, pois tudo o que uma viveu... se a outra não viveu, bem que poderia ter vivido... É uma história sem personagens, datas, ou lugares... é, por conseguinte, universal... Todos a poderíamos contar, dizendo algo assim: “Sabe, teve um vez, que eu... lá na minha terra... nem me lembro quando...”
E o relato, em forma de poesia, mostra que ninguém é dono da história... felizmente! Graças a Deus, para que ninguém se sinta menos agente ou sujeito da história deste rico quinhão que Deus plantou no Norte do Paraná; ou que esteja privado de passar pelas alegrias, peripécias, lutas, dificuldades, vitórias e realização do seu sonho: o sonho maior de ter vindo, se assentado, vivido e vencido e, ao final do contrato da vida, deixar a vez aos seus rebentos para que embatam novas lutas e obtenham suas vitórias...
A obra é assim: teve um início... entrementes... não um fim.
Artur Palú Filho
Três Poetas assim se expressaram ao se referirem à sua terra: Gonçalves Dias, o poeta dos versos, em 1843, em sua “Canção do Exílio”, suplicou: “Minha terra tem palmeiras... Não permita Deus que eu morra, sem que volte para lá!” José de Alencar, o poeta da prosa, em 1865, em seu “Iracema”, nos descreveu: “Verdes mares bravios da minha terra natal onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba”. E o terceiro – BRAZ MIRANDA DE SÁ - um poeta “pé-vermelho”, radicado nesta terra, de longa data, fez da prosa uma poesia e nos brinda com sua obra-maior “Vale do Ivaí”, lançada em sua primeira Edição em 1987.
O “Professor Braz” deixa sua emoção e sensibilidade aflorarem, transmitindo-nos a lembrança, o sabor e a saudade de uma época bonita, a época dos desbravadores – bravos e destemidos irmãos de todas as partes do Brasil e do mundo – que, vindo, aqui se fixaram para fazerem desta terra a sua terra, e deste chão o seu universo, onde pudessem, viver, sonhar... criar sua prole e serem felizes, na luta árdua do labor diuturno.
A obra está repleta de relatos de ações do dia-a-dia, sem se importar com quem as praticou, mostrando que o que aconteceu ao Pedro, poderia ter acontecido com o José e que a Maria não é mais feliz ou infeliz que a Joana, pois tudo o que uma viveu... se a outra não viveu, bem que poderia ter vivido... É uma história sem personagens, datas, ou lugares... é, por conseguinte, universal... Todos a poderíamos contar, dizendo algo assim: “Sabe, teve um vez, que eu... lá na minha terra... nem me lembro quando...”
E o relato, em forma de poesia, mostra que ninguém é dono da história... felizmente! Graças a Deus, para que ninguém se sinta menos agente ou sujeito da história deste rico quinhão que Deus plantou no Norte do Paraná; ou que esteja privado de passar pelas alegrias, peripécias, lutas, dificuldades, vitórias e realização do seu sonho: o sonho maior de ter vindo, se assentado, vivido e vencido e, ao final do contrato da vida, deixar a vez aos seus rebentos para que embatam novas lutas e obtenham suas vitórias...
A obra é assim: teve um início... entrementes... não um fim.
Artur Palú Filho
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Livro Prof Braz - Lembranças
Depois de aproximadamente quarenta e cinco anos, visitando São José do Rio Preto, vieram à tona “LEMBRANÇAS” que minha saudade acaba de fotografar nesta obra.
Quero dedicá-la aos leitores, especialmente ao povo da inesquecível e promissora Potirendaba e da saudosa e progressiva São José do Rio Preto.
A todos, minha cordial saudação.
Braz Miranda de Sá
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Contos de Braz Miranda de Sá - Violência
Violência
Qual a finalidade do homem no mundo? Para que o homem foi criado?
Com certeza, se perguntarmos a qualquer pessoa; se consultarmos qualquer sociólogo; se procurarmos na literatura; ou se pesquisarmos na Bíblia, veremos que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, para habitar, povoar a terra e, sobretudo, para viver em harmonia com as outras pessoas e com. a natureza e, ainda, e sobremaneira, para ser feliz e VIVER EM PAZ.
* PAZ COM DEUS;
* PAZ COM A NATUREZA;
* PAZ ENTRE OS HOMENS.
Existe, no entanto, um provérbio alemão que diz: "Nós só vivemos em paz, se nossos vizinhos nos deixam viver em paz.”
Devemos, no entanto, ir mais longe, pois nem sempre são os vizinhos que nos impedem a paz. Muitas vezes, sofremos por ações de pessoas a quem nunca vimos, a quem nunca fizemos mal, a quem nunca demos motivos para que nos queiram agredir.
E sofremos, e experimentamos os efeitos da violência. Violência esta, muitas vezes, gratuita.
E aí nos perguntamos: "Mas por quê?" "Que foi que eu fiz para merecer esta violência toda?" "Por que logo comigo?" E muitas vezes, não encontramos respostas que nos satisfaçam, que nos consolem. Não encontramos as respostas que justifiquem tanta violência.
Mas... E o que é violência?
Poderíamos afirmar que é a desobediência às leis divinas e humanas; uma agressão, um desrespeito, um ato brutal contra a vida, a moral e a ética. ...
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Qual a finalidade do homem no mundo? Para que o homem foi criado?
Com certeza, se perguntarmos a qualquer pessoa; se consultarmos qualquer sociólogo; se procurarmos na literatura; ou se pesquisarmos na Bíblia, veremos que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, para habitar, povoar a terra e, sobretudo, para viver em harmonia com as outras pessoas e com. a natureza e, ainda, e sobremaneira, para ser feliz e VIVER EM PAZ.
* PAZ COM DEUS;
* PAZ COM A NATUREZA;
* PAZ ENTRE OS HOMENS.
Existe, no entanto, um provérbio alemão que diz: "Nós só vivemos em paz, se nossos vizinhos nos deixam viver em paz.”
Devemos, no entanto, ir mais longe, pois nem sempre são os vizinhos que nos impedem a paz. Muitas vezes, sofremos por ações de pessoas a quem nunca vimos, a quem nunca fizemos mal, a quem nunca demos motivos para que nos queiram agredir.
E sofremos, e experimentamos os efeitos da violência. Violência esta, muitas vezes, gratuita.
E aí nos perguntamos: "Mas por quê?" "Que foi que eu fiz para merecer esta violência toda?" "Por que logo comigo?" E muitas vezes, não encontramos respostas que nos satisfaçam, que nos consolem. Não encontramos as respostas que justifiquem tanta violência.
Mas... E o que é violência?
Poderíamos afirmar que é a desobediência às leis divinas e humanas; uma agressão, um desrespeito, um ato brutal contra a vida, a moral e a ética. ...
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Contos de Braz Miranda de Sá - Festa no Reino
Festa no Reino (Sátira Política)
A bicharada ia-se reunindo, pouco a pouco, para uma grande festa, na casa do Leão, do Ministério da Fazenda, em comemoração ao seu aniversário.
Cada animal, em seu traje típico, aproximava-se do recinto, com certa desconfiança.
Entre eles transparecia uma cordialidade fingida; no íntimo uma hipocrisia desconcertante.
Tímidos, sabiam que, no Reino Animal havia enorme corrupção, começando pelo Leão que abocanhava o Imposto de Renda.
Cautelosos não faziam comentários; ninguém queria “colocar o seu ... na reta”, ou “botar sua cabeça a prêmio”.
Estavam ali presentes as celebridades: o Presidente Leopardo; o Senador Urso; o Gato Conselheiro; a Raposa do INSS (Instituto Nacional da Sociedade Silvestre); a Hiena, Prefeita do Arraial das Lebres; o Lobo do Banco Central; o Chacal, Ministro da Saúde; o Pavão, Ministro da Educação; os famosos advogados Dobermann e Rottweiler, daquele fundo monetário estrangeiro; o Senador Sapo e muitas outras autoridades eminentes, todas cúmplices das falcatruas, ou coniventes na gatunagem.
Os ilustres convidados acomodavam-se nos lugares indicados pelo protocolo, e, lá embaixo, no salão, ficava a bicharada, “o zé-povinho”.
Naquele dia, o Leão não fazia distinção, pois comemorava-se o seu aniversário; além disso aproximava-se a campanha política.
A festança era de arromba e acontecia à tarde, horário bom para que, depois, a bicharada fosse embora mais cedo, antes do anoitecer.
Os discursos eram prolongados e enfadonhos.
Num dado momento o Leão usou da palavra e começou sua fala:
“Hoje, tudo é festa no Reino Animal.
Quero lembrar que vim lá da África, ainda pequeno; cresci e naturalizei-me neste Reino.
Por minha força e coragem, meti-me na política e agora sou do Ministério da Fazenda, no governo de sua Excelência, o Leopardo.
Ajudei a fazer dessa democracia uma grande corrupção e coloquei na penúria a bicharada, com o Imposto de Renda.
Vocês não acham isso maravilhoso?” ...
* Clique aqui para Continuar Lendo
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A bicharada ia-se reunindo, pouco a pouco, para uma grande festa, na casa do Leão, do Ministério da Fazenda, em comemoração ao seu aniversário.
Cada animal, em seu traje típico, aproximava-se do recinto, com certa desconfiança.
Entre eles transparecia uma cordialidade fingida; no íntimo uma hipocrisia desconcertante.
Tímidos, sabiam que, no Reino Animal havia enorme corrupção, começando pelo Leão que abocanhava o Imposto de Renda.
Cautelosos não faziam comentários; ninguém queria “colocar o seu ... na reta”, ou “botar sua cabeça a prêmio”.
Estavam ali presentes as celebridades: o Presidente Leopardo; o Senador Urso; o Gato Conselheiro; a Raposa do INSS (Instituto Nacional da Sociedade Silvestre); a Hiena, Prefeita do Arraial das Lebres; o Lobo do Banco Central; o Chacal, Ministro da Saúde; o Pavão, Ministro da Educação; os famosos advogados Dobermann e Rottweiler, daquele fundo monetário estrangeiro; o Senador Sapo e muitas outras autoridades eminentes, todas cúmplices das falcatruas, ou coniventes na gatunagem.
Os ilustres convidados acomodavam-se nos lugares indicados pelo protocolo, e, lá embaixo, no salão, ficava a bicharada, “o zé-povinho”.
Naquele dia, o Leão não fazia distinção, pois comemorava-se o seu aniversário; além disso aproximava-se a campanha política.
A festança era de arromba e acontecia à tarde, horário bom para que, depois, a bicharada fosse embora mais cedo, antes do anoitecer.
Os discursos eram prolongados e enfadonhos.
Num dado momento o Leão usou da palavra e começou sua fala:
“Hoje, tudo é festa no Reino Animal.
Quero lembrar que vim lá da África, ainda pequeno; cresci e naturalizei-me neste Reino.
Por minha força e coragem, meti-me na política e agora sou do Ministério da Fazenda, no governo de sua Excelência, o Leopardo.
Ajudei a fazer dessa democracia uma grande corrupção e coloquei na penúria a bicharada, com o Imposto de Renda.
Vocês não acham isso maravilhoso?” ...
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Contos de Braz Miranda de Sá - Amor sem Fronteiras
Amor sem Fronteiras
Alvoroço na fazenda!
O boato espalhou-se ligeiro na vizinhança.
A curiosidade tomou conta de todos, principalmente das mulheres que se apressavam para ver o prodígio. Durante a noite o corre-corre das parteiras foi agitado. Na colônia ninguém comentava outra coisa, a não ser o nascimento de uma criança que veio a lume no dia 24 de margo de 1947 - era um bebe sadio. As horas correram, o sol apontou radiante, e os pássaros cantavam alegremente, fazendo festa para saudar aquele feliz acontecimento. No decorrer do dia as pessoas iam chegando, para ver aquele menino bonito, robusto de olhinhos verdes,
- Ah! Que gracinha, coisinha linda, exclamavam todos, com admiração.
O casal Cielsiski não se continha de tanta felicidade - era o primeiro filho...
As indagações foram muitas; queriam saber o nome do bebe.
- Vai se chamar Aldo, comentou o pai, com alegria.
- Sabem, meu filho vai ser o esteio da família, afirmava ele, com certeza.
O tempo passou ...
* Clique Aqui para continuar a Ler !
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Alvoroço na fazenda!
O boato espalhou-se ligeiro na vizinhança.
A curiosidade tomou conta de todos, principalmente das mulheres que se apressavam para ver o prodígio. Durante a noite o corre-corre das parteiras foi agitado. Na colônia ninguém comentava outra coisa, a não ser o nascimento de uma criança que veio a lume no dia 24 de margo de 1947 - era um bebe sadio. As horas correram, o sol apontou radiante, e os pássaros cantavam alegremente, fazendo festa para saudar aquele feliz acontecimento. No decorrer do dia as pessoas iam chegando, para ver aquele menino bonito, robusto de olhinhos verdes,
- Ah! Que gracinha, coisinha linda, exclamavam todos, com admiração.
O casal Cielsiski não se continha de tanta felicidade - era o primeiro filho...
As indagações foram muitas; queriam saber o nome do bebe.
- Vai se chamar Aldo, comentou o pai, com alegria.
- Sabem, meu filho vai ser o esteio da família, afirmava ele, com certeza.
O tempo passou ...
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Crônicas de Braz Miranda de Sá - “É AKI KI NÓIS BEBE”
“É AKI KI NÓIS BEBE”
Era um desses dias quentíssimos, entrei num bar, numa cidade do interior de São Paulo, para tomar refrigerante.
Assentei-me num banquinho, ao lado do balcão, ergui os olhos em direção à parede e vi uma plaquinha, muito bem escrita, com os dizeres, entalhados na madeira.
“É aki ki nóis bebe”.
Fiquei admirado com aqueles signos linguísticos, pois eu entendera bem o significado, embora a ortografia e a concordância estivessem às avessas.
Curiosamente comecei a observar as pessoas que entravam e saíam.
O bar era sortido de variadíssimas espécies de bebidas, desde a cachaça com raízes, até os mais sofisticados whiskies.
Coisa incrível, ali não havia distinção de classe social, e todos compareciam para tomar seu aperitivo, batendo papo descontraído, dialogando sobre política, discutindo futebol, contando piadas engraçadas.
Fiquei imaginando, como um dono de bar, semi-analfabeto, conseguia reunir pessoas de todos os níveis, inclusive intelectuais, que também frequentavam aquele recinto. Encucou-me uma coisa:
“É aki ki nóis bebe”.
Seria esta simples frase, mal escrita, o motivo de tanta influência e amizade?
Anotei-a e a coloquei no bolso.
Que legal! Passei a gostar da idéia.
Observei a alegria transitória no rosto de cada um que ali chegava.
Durante minha permanência em Rio Claro, não deixei de frequentar aquele bar, atraído pela frase.
Fiz novas amizades e “entrei na deles”, como diziam.
Que experiência fantástica!
Quando regressei à minha cidade, trouxe uma grata recordação.
Nunca mais me esqueci desse fato.
Ainda não consegui entender, na psicologia de grupo, como pode acontecer entrosamento, entre pessoas desconhecidas, por um simples signo linguístico, desafiando as teorias culturais antropológicas e a sociologia.
Sei, apenas, que todos entendiam a mensagem: “CONFRATERNIZAÇÃO” e “AMIZADE”, num encontro singelo, num bar, nas horas de folga, nos feriados, aos sábados, aos domingos.
E ali havia uma concreta motivação:
“É AKI KI NÓIS BEBE”.
Braz Miranda de Sá - dezembro de 2000
Era um desses dias quentíssimos, entrei num bar, numa cidade do interior de São Paulo, para tomar refrigerante.
Assentei-me num banquinho, ao lado do balcão, ergui os olhos em direção à parede e vi uma plaquinha, muito bem escrita, com os dizeres, entalhados na madeira.
“É aki ki nóis bebe”.
Fiquei admirado com aqueles signos linguísticos, pois eu entendera bem o significado, embora a ortografia e a concordância estivessem às avessas.
Curiosamente comecei a observar as pessoas que entravam e saíam.
O bar era sortido de variadíssimas espécies de bebidas, desde a cachaça com raízes, até os mais sofisticados whiskies.
Coisa incrível, ali não havia distinção de classe social, e todos compareciam para tomar seu aperitivo, batendo papo descontraído, dialogando sobre política, discutindo futebol, contando piadas engraçadas.
Fiquei imaginando, como um dono de bar, semi-analfabeto, conseguia reunir pessoas de todos os níveis, inclusive intelectuais, que também frequentavam aquele recinto. Encucou-me uma coisa:
“É aki ki nóis bebe”.
Seria esta simples frase, mal escrita, o motivo de tanta influência e amizade?
Anotei-a e a coloquei no bolso.
Que legal! Passei a gostar da idéia.
Observei a alegria transitória no rosto de cada um que ali chegava.
Durante minha permanência em Rio Claro, não deixei de frequentar aquele bar, atraído pela frase.
Fiz novas amizades e “entrei na deles”, como diziam.
Que experiência fantástica!
Quando regressei à minha cidade, trouxe uma grata recordação.
Nunca mais me esqueci desse fato.
Ainda não consegui entender, na psicologia de grupo, como pode acontecer entrosamento, entre pessoas desconhecidas, por um simples signo linguístico, desafiando as teorias culturais antropológicas e a sociologia.
Sei, apenas, que todos entendiam a mensagem: “CONFRATERNIZAÇÃO” e “AMIZADE”, num encontro singelo, num bar, nas horas de folga, nos feriados, aos sábados, aos domingos.
E ali havia uma concreta motivação:
“É AKI KI NÓIS BEBE”.
Braz Miranda de Sá - dezembro de 2000
Contos de Braz Miranda de Sá - O Menino do Lixão.
O Menino do Lixão.
Catando lixo reaproveitável no meio de tantos dejetos, o garoto dialogava com alguém ao seu lado.
- Pai, para que serve tudo isso que vendemos para a Cooperativa?
- Para ser novamente transformado em matéria prima. Já pensou, meu filho, se não há quem ajunte essas coisas, o meio ambiente vai sendo prejudicado com a poluição, porque botam fogo em tudo, fazendo aumentar o calor atmosférico que pode até causar o desaparecimento da camada de ozônio, que protege a Terra.
- É, pai?
- Você sabia que a camada de ozônio filtra a radiação ultravioleta nociva do sol, que pode causar câncer de pele, além de prejudicar as plantas?
- Não, mas já ouvi falar que o lixão polui as águas, é verdade?
- Sim, pois a enxurrada leva os detritos para os rios, e tudo fica muito sujo. Tem mais, o desmatamento, em função do povoamento, e a ocupação de algumas áreas ocasionam um desequilíbrio nesse sistema, resultando em maior escoamento superficial das águas, maior erosão do solo.
- Lá na escola, ouvi alguma coisa sobre resíduos urbanos, o que é isso?
- Pois bem, chama-se lixo ou resíduos sólidos urbanos, os restos produzidos cada vez mais e em quantidade maior. À medida que a população cresce, o homem cria novos produtos para aumentar o sistema de consumo, gerando uma situação de concorrência, estabelecida por uma educação inconseqüente, nas mãos de uma classe dominante, onde ter mais é ser mais.
- Puxa, como o senhor é...
Contos de Braz Miranda de Sá - Entre Lágrimas e Sorrisos
PREFÁCIO
Meditando a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, escrevemos o conto “Entre Lágrimas e Sorrisos”, pensando em vocês, meu irmão e minha irmã, com o objetivo de que possam, também, refletir estes mistérios tão profundos.
A Cruz, na época de Jesus, foi um escândalo e continua sendo, ainda em nossos dias, um desprezo para os que se deixam levar pelo ceticismo, ignorância religiosa e indiferença.
Que “Entre Lágrimas e Sorrisos” possa ajudá-los a percorrer o caminho da fé, rumo à Eternidade.
Braz Miranda De Sá.
APRESENTAÇÃO
Através deste opúsculo “Entre Lágrimas e Sorrisos”, nosso escritor, o Sr. Braz Miranda de Sá, teve a felicidade em condensar toda a grandeza da vida de Jesus, cuja narração, mais detalhada, encontra-se nos quatro Evangelhos.
Para quem ainda não conhece os Evangelhos, aqui está, de forma rápida e atraente, um belíssimo resumo deles. E para quem já os conhece, o presente texto nos dá, com brevidade e precisão, uma clara visão de toda história de Jesus, mesmo que o autor tenha se fixado, essencialmente, naquele derradeiro momento da Paixão, e Morte de Jesus, que esperançosamente culminou com sua Ressurreição e Ascensão.
O todo dos Evangelhos é desenvolvido, especialmente, na crucial e dolorosa hora de oração agonizante no Jardim das Oliveiras quando, sozinho e silenciosamente, o Divino Mestre, numa atitude de profunda contemplação de sua vida, revive tudo o que foi, fez, ensinou e sofreu.
Que a história de Jesus, sintetizada nesta publicação, ajude tantos quantos a lerem a fazer uma maravilhosa experiência de encontro com o Senhor. Que dele se aproximem e por ele se apaixonem tornando-se seus discípulos, e, consequentemente, sobretudo por suas atitudes, vivam missionariamente sua fé para que as pessoas, conhecendo a verdade, acreditem e sejam salvas.
“Isto é bom e agradável a Deus, nosso Salvador. Ele quer que todos sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade”. (1Tm 2, 3-4)
Dom Celso Antônio Marchiori
Bispo de Apucarana
Clique aqui para Ler ou Baixar o Conto
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Meditando a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, escrevemos o conto “Entre Lágrimas e Sorrisos”, pensando em vocês, meu irmão e minha irmã, com o objetivo de que possam, também, refletir estes mistérios tão profundos.
A Cruz, na época de Jesus, foi um escândalo e continua sendo, ainda em nossos dias, um desprezo para os que se deixam levar pelo ceticismo, ignorância religiosa e indiferença.
Que “Entre Lágrimas e Sorrisos” possa ajudá-los a percorrer o caminho da fé, rumo à Eternidade.
Braz Miranda De Sá.
APRESENTAÇÃO
Através deste opúsculo “Entre Lágrimas e Sorrisos”, nosso escritor, o Sr. Braz Miranda de Sá, teve a felicidade em condensar toda a grandeza da vida de Jesus, cuja narração, mais detalhada, encontra-se nos quatro Evangelhos.
Para quem ainda não conhece os Evangelhos, aqui está, de forma rápida e atraente, um belíssimo resumo deles. E para quem já os conhece, o presente texto nos dá, com brevidade e precisão, uma clara visão de toda história de Jesus, mesmo que o autor tenha se fixado, essencialmente, naquele derradeiro momento da Paixão, e Morte de Jesus, que esperançosamente culminou com sua Ressurreição e Ascensão.
O todo dos Evangelhos é desenvolvido, especialmente, na crucial e dolorosa hora de oração agonizante no Jardim das Oliveiras quando, sozinho e silenciosamente, o Divino Mestre, numa atitude de profunda contemplação de sua vida, revive tudo o que foi, fez, ensinou e sofreu.
Que a história de Jesus, sintetizada nesta publicação, ajude tantos quantos a lerem a fazer uma maravilhosa experiência de encontro com o Senhor. Que dele se aproximem e por ele se apaixonem tornando-se seus discípulos, e, consequentemente, sobretudo por suas atitudes, vivam missionariamente sua fé para que as pessoas, conhecendo a verdade, acreditem e sejam salvas.
“Isto é bom e agradável a Deus, nosso Salvador. Ele quer que todos sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade”. (1Tm 2, 3-4)
Dom Celso Antônio Marchiori
Bispo de Apucarana
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Livros de Contos de Braz Miranda De Sá.
Para que contos?
Para você entreter-se, passar momentos descontraídos, rir, meditar e inteirar-se dos problemas sociais do dia-a-dia.
Talvez esteja descobrindo algo novo para sua cultura.
Dedico a todos minha literatura, especialmente a você, amigo leitor.
Braz Miranda De Sá.
APRESENTAÇÃO do Livro de CONTOS POR BRAZ MIRANDA DE SÁ
Há na literatura, ou até mesmo fora dela, várias maneiras de expressarmos o que nos vai na alma. O que é, porém, a Literatura, senão a manifestação do que se passa na vida?
Cada um de nós tem o seu meio de transmitir suas alegrias, tristezas, anseios ou temores e o fazemos usando dos recursos que nos deparam ou que voluntariamente os escolhemos. Ao optarmos pela Literatura como meio ideal para essa transmissão, o fazemos usando dos recursos de estilo que nos estão à mão, ou aqueles que julgamos melhor se adequar à nossa conveniência para nos tornarmos claros e atingirmos o objetivo maior que é o entretenimento do leitor. Não se lê, contudo, meramente pelo entretenimento. Lê-se, enfim, pela oportunidade de nos identificarmos com as personagens ou até mesmo nos aproximarmos ou nos igualarmos ao modo de conceber o mundo na visão de um narrador.
A literatura é o nosso mundo. Nele somos soberanos. Temos um pouco da Onisciência, Onissapiência e Onipresença do criador. E um aspecto que mais nos vai no âmago, temos também um pouco de sua onipotência.
A Onipotência se exprime ao darmos vida às personagens e nos sentirmos superiores às suas próprias deliberações. Deliberamos por elas. Temos o poder de orientar e transformar suas vidas. Temos o poder de reinventar e melhorar o mundo.
E neste livro, vemos a exploração dos melhores recursos pelo Autor, quando usando da técnica das frases curtas, não apenas mostra, os estilos de vida e suas fases de crescimento ou decadência, mas que a felicidade completa se faz pelo aproveitamento dos pequenos detalhes, das pequenas nuanças, dos pequenos momentos que vivenciamos com os que nos são caros.
Há um crescimento no aspecto comportamental e espiritual à medida que os contos se sobrepõem. Inicia numa fase de exploração dos problemas sociais e as dificuldades e deficiências das personagens. Passa por uma fase de introspecção quando se busca dentro de si o que não se encontrou fora, na sociedade, no convívio (e isto podemos observar em “Solipso” e “Enigma”). Conclui, mostrando que o homem, quando se sente plenificado em vida, busca o infinito na sublimidade de uma nova forma de ser, ver e agir (Tal como “Suzete” nos demonstra).
Que dizer do Autor? Tem um pouco, ou talvez muito do Solipso.
- É alguém que tem muito a dar e assim o faz.
- É alguém que dá a mão em apoio, que orienta, encaminha, ensina o caminho e a caminhar.
- É alguém que consola, acarinha, satisfaz.
- Satisfaz as emoções dos outros.
- É alguém que, além de ouvir a natureza em sua manifestação mística e simbólica, gostaria de identificar-se com o outro, o leitor, trazendo-o à realidade.
E é através da sua Literatura que assim procede, que assim se expande, comunica e se realiza.
Artur Palú Filho
Membro Fundador da Academia
de Letras, Artes e Ciências
Centro-Norte do Paraná.
Apucarana, 23 de fevereiro de 2001.
Contos do Livro
NA ESQUINA DO DESTINO
ÚLTIMO ADEUS
VÍTIMA DA INFIDELIDADE
NA RODOVIÁRIA
FRUSTRAÇÃO
AMOR E DESTINO
O SOLIPSO
ENIGMA
SUZETE
Clique para Ler ou Baixar o Livro
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Para você entreter-se, passar momentos descontraídos, rir, meditar e inteirar-se dos problemas sociais do dia-a-dia.
Talvez esteja descobrindo algo novo para sua cultura.
Dedico a todos minha literatura, especialmente a você, amigo leitor.
Braz Miranda De Sá.
APRESENTAÇÃO do Livro de CONTOS POR BRAZ MIRANDA DE SÁ
Há na literatura, ou até mesmo fora dela, várias maneiras de expressarmos o que nos vai na alma. O que é, porém, a Literatura, senão a manifestação do que se passa na vida?
Cada um de nós tem o seu meio de transmitir suas alegrias, tristezas, anseios ou temores e o fazemos usando dos recursos que nos deparam ou que voluntariamente os escolhemos. Ao optarmos pela Literatura como meio ideal para essa transmissão, o fazemos usando dos recursos de estilo que nos estão à mão, ou aqueles que julgamos melhor se adequar à nossa conveniência para nos tornarmos claros e atingirmos o objetivo maior que é o entretenimento do leitor. Não se lê, contudo, meramente pelo entretenimento. Lê-se, enfim, pela oportunidade de nos identificarmos com as personagens ou até mesmo nos aproximarmos ou nos igualarmos ao modo de conceber o mundo na visão de um narrador.
A literatura é o nosso mundo. Nele somos soberanos. Temos um pouco da Onisciência, Onissapiência e Onipresença do criador. E um aspecto que mais nos vai no âmago, temos também um pouco de sua onipotência.
A Onipotência se exprime ao darmos vida às personagens e nos sentirmos superiores às suas próprias deliberações. Deliberamos por elas. Temos o poder de orientar e transformar suas vidas. Temos o poder de reinventar e melhorar o mundo.
E neste livro, vemos a exploração dos melhores recursos pelo Autor, quando usando da técnica das frases curtas, não apenas mostra, os estilos de vida e suas fases de crescimento ou decadência, mas que a felicidade completa se faz pelo aproveitamento dos pequenos detalhes, das pequenas nuanças, dos pequenos momentos que vivenciamos com os que nos são caros.
Há um crescimento no aspecto comportamental e espiritual à medida que os contos se sobrepõem. Inicia numa fase de exploração dos problemas sociais e as dificuldades e deficiências das personagens. Passa por uma fase de introspecção quando se busca dentro de si o que não se encontrou fora, na sociedade, no convívio (e isto podemos observar em “Solipso” e “Enigma”). Conclui, mostrando que o homem, quando se sente plenificado em vida, busca o infinito na sublimidade de uma nova forma de ser, ver e agir (Tal como “Suzete” nos demonstra).
Que dizer do Autor? Tem um pouco, ou talvez muito do Solipso.
- É alguém que tem muito a dar e assim o faz.
- É alguém que dá a mão em apoio, que orienta, encaminha, ensina o caminho e a caminhar.
- É alguém que consola, acarinha, satisfaz.
- Satisfaz as emoções dos outros.
- É alguém que, além de ouvir a natureza em sua manifestação mística e simbólica, gostaria de identificar-se com o outro, o leitor, trazendo-o à realidade.
E é através da sua Literatura que assim procede, que assim se expande, comunica e se realiza.
Artur Palú Filho
Membro Fundador da Academia
de Letras, Artes e Ciências
Centro-Norte do Paraná.
Apucarana, 23 de fevereiro de 2001.
Contos do Livro
NA ESQUINA DO DESTINO
ÚLTIMO ADEUS
VÍTIMA DA INFIDELIDADE
NA RODOVIÁRIA
FRUSTRAÇÃO
AMOR E DESTINO
O SOLIPSO
ENIGMA
SUZETE
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Poesia de Braz M de Sá - Aforismos
Máximas
A musicalidade da imaginação desperta minha poesia no ritmo das palavras.
(Braz Miranda de Sá)
A felicidade depende de como você enfrenta a realidade.
(Braz Miranda de Sá)
Para fugir ao pessimismo, deixo minha imaginação deslizar pelos campos e florestas a céu aberto.
(Braz Miranda de Sá)
Faz da sua queda, da sua derrota, um trampolim para a vitória.
(Braz Miranda de Sá)
A flor da inteligência desabrocha ao contacto com a natureza feliz.
(Braz Miranda de Sá)
Minha caneta dança sobre o papel, ao ritmo das idéias.
(Braz Miranda de Sá)
A esperança é luz interior a iluminar, no silêncio, a caminhada dos homens.
(Braz Miranda de Sá)
Quando cair, levante-se e caminhe firme!
(Braz Miranda de Sá)
No convívio com meu netinho esqueço as mágoas e os aborrecimentos; ele representa para mim tudo o que há de puro e nobre.
(Braz Miranda de Sá)
Poesia de Braz M de Sá - AOS PROFESSORES E ALUNOS.
Em busca de um ideal,
Professora, professor!
Em toda sua carreira,
Educando com amor.
E os alunos vão passando,
Nesta escola tão querida,
Aprendendo as disciplinas,
Conduzindo-os para a vida.
E assim todos cumprindo
O dever, com muito amor,
No trabalho progredindo,
Tendo, juntos, seu valor!
Braz Miranda de Sá
Apucarana, 15 de junho de 2010.
Cadeira Número 05
Patrono Alceu Amoroso Lima - TRISTÃO DE ATHAYDE
Escritor brasileiro nascido no Rio de Janeiro. Tratou-se de uma das mais brilhantes figuras da intelectualidade brasileira: foi um precursor da moderna crítica literária brasileira, tendo reconhecido definitivamente no Modernismo um movimento estético e histórico no Brasil, Em constante e intensa atividade, escreveu também diversas obras nas áreas de Filosofia, História, Sociologia e Pedagogia.
Bacharelou-se em Ciências e Letras no Colégio Pedro II no ano de 1908 e, cinco anos mais tarde, diplomou-se em Ciências Jurídicas e Sociais. Após este período, passou a exercer Advocacia e, em 1913, em viagem à Europa, reconheceu a necessidade de renovação dos quadros literários brasileiros frente às transformações estéticas e ideológicas que se faziam presentes, sendo um dos incentivadores do movimento modernista no Brasil.
Em 1919 teve sua estreia na carreira enquanto crítico literário, escrevendo artigos para O Jornal sob o pseudónimo de Tristão de Ataíde. A primeira publicação de sua obra em livro, intitulado Afonso Arinos, em pleno ano de 1922, iniciaria uma renovação na crítica literária do primeiro quarto do século XX no Brasil. A partir daí, inicia-se seu exercício de orientador intelectual sobre a geração intelectual de então. Em 1928 converte-se ao catolicismo, associando-se às vertentes mais progressivas da religião católica no Brasil, fato que traria novos rumos ao seu pensamento e ampliaria seu espectro de ação crítica.
Como católico praticante e presidente do Centro Dom Vital, seu pensamento também voltou-se ao campo da teologia. Fundou, em 1932, o Instituto Católico de Estudos Superiores e presidiu a Ação Católica de 1932 a 1945. Desdobrando-se em diversas atividades, entre as quais conferências, artigos na imprensa e a publicação de suas obras, erigiu uma vasta produção intelectual, tendo discutido sobre temas políticos, económicos, jurídicos, literários e religiosos.
De 1951 a 1953 foi Diretor do Departamento Cultural da União Pan-Americana nos Estados Unidos. Em 1954 retorna aos E.U.A. e durante os anos de 58 e 59 foi professor de Estudos Brasileiros na Universidade de Nova York. Foram mais de cinquenta anos de intensa atividade, que se fizeram sentir tanto em seu próprio momento como por toda a posterior geração da intelectualidade brasileira.
Alceu Amoroso Lima nasceu em 11 de dezembro de 1893, no Rio de Janeiro. Crítico Literário, colaborou ern diversos jornais e revistas. Sua conversão para o catolicismo em 15 de agosto de 1928 mudou o rurno de sua vida. Em 1928, morre num acidente seu amigo Jackson de Figueiredo e Alceu Amoroso Lima o substituiu à frente do Centro D. Vital e da Revista A Ordem.
Colaborador íntimo do Cardeal Lerne, torna-se secretário geral da Liga Eleitoral Católica (1933) e presidente da Ação Católica Brasileira (1935). Ao término do Concílio Vaticano II, o Papa Paulo VI o escolheu para membro da Pontifícia Comissão de justiça e Paz.
Entre suas múltiplas atividades, destacam-se a de educador e escritor. Foi reitor da Universidade do Distrito Federal, membro do Conselho Nacional de Educação, da Academia Brasileira de Letras, da Academia de Ciências Morais e Políticas do Instituto de França e um dos fundadores da Universidade Católica do Rio de Janeiro (1941) e do Movimento Democrata-Cristão da América Latina.
Com o golpe militar de 1964, converteu-se em símbolo de resistência ao arbítrio do Estado à violência e à tortura. Seus artigos semanais no Jornal do Brasil e na Folha de São Paulo foram a voz da consciência nacional, da liberdade, do respeito aos direitos humanos, na luta pela anistia e redemocratização do país.
Casado corn Da. Maria Tereza de Faria, com quem viveu durante 64 anos, teve sete filhos: Maria Helena, Lia (Madre Maria Tereza), Alceu, Luis Alceu, Jorge Alceu, Silvia e Paulo Alceu. Alceu Amoroso Lima, o Tristão de Athayde, morreu em Petrópolis, no dia 14 de agosto de 1983, deixando-nos o legado profético da alegria conquistada a partir da fé que revela as verdadeiras dimensões da vida, na fidelidade a Deus e aos homens.
Primeiro Acadêmico Braz Miranda De Sá
Nasceu em Potirendaba - SP, a 08 de outubro de 1933.
Filho de Jorge Martins de Sá e Rita Angela de Miranda.
Mudou-se de Potirendaba para São José do Rio Preto, aos sete anos de idade.
Nessa cidade, iniciou seus estudos primários, no Grupo Escolar Dr. Theotônio Monteiro de Barros Filho.
Ao terminar o primário, matriculou-se na Escola Técnica de Comércio, a nível de 1° grau, permanecendo ali até o 2° ano, transferindo-se, depois, para o Seminário Diocesano, onde cursou, durante quatro anos, o ginasial.
Em seguida foi para Sorocaba - SP, concluindo seus estudos clássicos, no Seminário São Carlos Borromeu.
No ano de 1958, transferiu-se para o noviciado, no Colégio Jesuíta, em Itaici – SP.
Um ano após, fez uma complementação dos estudos clássicos, traduzindo Grego e Latim, no Seminário Padre César Debus, em Catanduva -SP.
Ao deixar o Seminário, lecionou Inglês e Latim no ginásio Estadual de Macaubal - SP, durante um ano.
Em seguida, foi trabalhar como Assistente Disciplinar na Escola da Companhia Antártica.
Em 1961, mudou-se para o Estado do Paraná, fixando residência no Património de Kaloré, onde foi o precursor do desenvolvimento intelectual daquela localidade, fundando mais tarde, o Ginásio Abraham Lincoln.
Com a emancipação do Município, elegeu-se vereador.
É de sua autoria o Projeto de Lei que criou a Bandeira de Kaloré.
Foi também o fundador da Escola Normal, pela CNT, no Município.
Em 1964, casou-se com Laudi Laurinda Impoceto de Sá, filha de Armando Impoceto e Aparecida Alves de Morais Impoceto, pioneiros fundadores do Património de Kaloré.
O casal, Braz e Laudi, teve dois filhos, Armando Aparecido Impoceto de Sá e Rita Aparecida Impoceto de Sá.
De 1968 a 1972, fez o curso de Letras Anglo-Portuguesas, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Jandaia do Sul - PR.
Em 1973, mudou-se, com a família, para a cidade de Rio Claro - SP, onde lecionou Português, no Ginásio Irineu Penteado, e Inglês no Colégio Estadual de Limeira - SP.
Durante essa temporada, viajava, aos sábados, para Ribeirão Preto -SP, onde concluiu o Curso de Pós-Graduação em Literatura Portuguesa, ministrado pelo Professor Dr. Massaud Moisés, na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Barão de Mauá.
Em 1974, mudou-se para Apucarana - PR.
Lecionou Português e Inglês nos colégios: Nilo Cairo, Padre José de Anchieta, Pestalozzi e Izidoro Luiz Cerávolo.
No Curso Superior, foi Professor de Língua e Literatura Portuguesa na Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras de Apucarana e Instituto Filosófico da Diocese de Apucarana (IFA).
Possui a aprovação do Parecer N° 5.256/75, da Comissão Especial de Currículos da Área de Ciências Humanas do Conselho Federal de Educação, para as Disciplinas de Língua e Literatura Portuguesas.
Participou do V Congresso Internacional de Literatura, de 20 a 24 de julho de 1987, sobre Camões, organizado pelo Centro de Estudos Portugueses da USP (Universidade de São Paulo), UMCAMP (Universidade de Campinas) e Universidade de Coimbra - Portugal.
Recebeu o Título de Doutor e Membro Benemérito "AD HONOREM", do Centro Cultural, Literário e Artístico de Felgueiras -Portugal.
Palestrante, colaborador nos Movimentos Religiosos da Diocese.
É Membro Titular Fundador da Academia de Letras, Artes e Ciências Centro-Norte do Paraná, ocupando a Cadeira n° 05 que tem como Patrono o escritor Alceu Amoroso Lima - Tristão de Athayde.
Autor dos Livros: "Tem Mulher no Pedaço", "Vale do Ivaí", "Horizonte Finito" (contos), e "Lembranças"; da Tese "Fernando Pessoa na Filosofia e na Psicologia"; dos contos "Festa no Reino", "Na Esquina do Destino", "Último Adeus", "Vítima da Infidelidade", "Na Rodoviária", "Frustração", "Amor e Destino", "Solipso", "Enigma" e "Suzete".
Foi Presidente da A. P. P. Sindicato (Associação dos Professores do Paraná), Núcleo de Apucarana - PR.
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