A República do Eldorado.
(Thiago Augusto Zardo)
Sob o domínio de Hitler, o exército alemão avançava pelo continente europeu destruindo e conquistando vários países. O ditador já havia tomado quase toda parte central e ocidental da Europa. Milhões de judeus foram perseguidos.
No mesmo ano, do outro lado do planeta, em meio a uma imensa floresta de araucárias localizada no norte do estado do Paraná, um alemão chamado Enri Stalk abria com foice e facão uma picada na mata fechada para chegar ao lugar escolhido para implantar a República do Eldorado.
Link da Editora Scortecci
Dia 11/11 as 19Horas , na Livraria do Shopping Centro Norte, em Apucarana, o escritor Thiago Augusto Zardo, lança seu mais recente livro.
A Academia sente-se enaltecida pelo convite e o estende à todos os seus Acadêmicos e seguidores.
A Academia de Letras, Artes e Ciências Centro-Norte do Paraná, fundada em vinte e sete de julho de 2000, é uma sociedade civil sem fins lucrativos, que tem por finalidade o cultivo, a preservação e a divulgação do Vernáculo e da Literatura - nos seus aspectos científico, histórico, literário e artístico - bem como das Artes e das Ciências, podendo participar de iniciativas úteis ao desenvolvimento cultural da região, do Paraná e do Brasil.
Crônicas de Thadeus Palka - VALORES HUMANOS: HONESTIDADE
VALORES HUMANOS: HONESTIDADE
(*) – Thadeus Palka
“A honestidade é capacidade única dos seres racionais. Só o ser humano pode ser honesto ou desonesto, atribuir um juízo ético às suas ações”, e “O homem honesto é aquele que almeja não apenas a felicidade dos filhos, mas o bem da nação, de toda humanidade. Tem uma visão pública que passa por cima dos interesses mais comezinhos. Rege a si mesmo por imperativos mais nobres e amplos”, como bem explica Flávia Piovesan, Professora de Mestrado em Direito da PUC-SP e PR.
Cabe a cada cidadão ter em mente que ser honesto é um dever a ser cultuado desde o primeiro e até o último dia de sua vida como pessoa consciente de seus atos.
O oitavo mandamento divino é suficientemente claro: “Não furtarás”. Como se pode dizer é curto e grosso. Não são necessárias muitas palavras para esclarecer sobre a conduta reta que se deve pautar para ter uma vida digna e regrada diante de seus semelhantes, porque está implícito que o ser humano não gosta de ser tapeado ou enganado em qualquer tipo de negociação que esteja envolvido ou participado. É uma violência moral ao caráter daquele que acredita na boa fé do outro.
Por mais que se façam leis que venham coibir atos ilícitos, ainda assim os cidadãos se valem de artimanhas escusas, visando beneficiar-se ou tirar vantagens de maneira sub-reptícia em qualquer atividade profissional, pública e comercial, procurando sempre tirar proveito de toda sorte.
Valores como honestidade, probidade e integridade são tão importantes para as pessoas que fazem do marketing institucional das empresas ou entidades, no entanto, alguns ainda não buscaram dentro de si que esses valores devem estar intrinsecamente colocados em primeiro plano para mudanças de atitudes.
Quais são as vantagens de alguém querer “passar outro para trás” certamente nenhuma, com certeza fará uma vez só, mas nunca definidamente porque a desonestidade e a mentira têm pernas curtas e mais ou menos dias quem é useiro e vezeiro acaba infringindo a norma moral e, fatalmente, estará se expondo à execração pública e, daí, talvez, sem possibilidades de se emendar do mal que praticou em benefício próprio ou a mando de alguém.
Vale a pena ser honesto como exemplo para as gerações futuras.
Muitos vaticinam que ser honesto é ser trouxa ou ignorante, na verdade, equivocam-se redondamente e não deixa de ser um grande erro quem assim pensa e age.
A honestidade tem um custo muito alto de valorização e de respeito ao outro. A honestidade é o selo pessoal que todos devem trazer para a posteridade porque honra e dignifica o ser humano.
A prática da honestidade vem do berço porque exige assídua aprendizagem e convivência durante a vida toda com a construção de personalidades justas, responsáveis e dignas de inteira confiança.
Convivendo com a honestidade todos devem manifestar, demonstrar e provar que é o caminho efetivo para um mundo melhor e fraterno.
É uma questão unicamente de caráter na formação de cada um. Perder a credibilidade é expor-se ao ostracismo e viver como um pária da sociedade. Vale a pena ser honesto, ter a cara limpa, andar de cabeça erguida pelas ruas da cidade e ser bem recebido nos meios em que convive.
Em sã consciência é impossível admitir a quem quer que seja ignorar que está sendo honesto na prática de um ato condenável perante a sociedade e a si mesmo, quando está visceralmente equivocado por essa deslealdade proposital e enganadora e que não é factível e aceitável conceber essa atitude inconveniente por qualquer maneira ou por quem quer que seja.
A honestidade é o alicerce dos grandes homens. Ser honesto pode ser uma utopia para os dias de hoje, no entanto, o que vale é a intenção de chamar à atenção de todos para esse valor humano tão importante e que é relegado a plano secundário ou até ignorado.
(*) – Advogado e ex-professor da FECEA – Apucarana (PR).
Academia: 8.11.2011
Artigos de Leonardo Prota - Educação em Tempo Integral - Um sonho a Realizar
EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL - UM SONHO A REALIZAR-
Leonardo Prota
O lançamento do livro “Literatura no Ensino Fundamental: da teoria às práticas em sala de aula”, de autoria da Acadêmica Profa. Leny Fernandes Zulim, oferece-nos a oportunidade de uma reflexão sobre a Educação, não tanto com relação ao livro citado, que recebeu merecidos elogios durante a solenidade do lançamento e que chega em boa hora, em benefício do Ensino Fundamental, mas para salientar um dado muito importante, às vezes olvidado.
Uma vez mais, lamenta-se o resultado desanimador da avaliação do desempenho escolar no ensino fundamental.
Entre as várias explicações do baixo nível de rendimento no processo educacional aponta-se o pouco tempo de permanência diária na escola; a jornada escolar é insuficiente para alcançar resultados satisfatórios na procura de qualidade na educação. Diante dessa constatação, imitando outros países que alcançaram resultados invejáveis ao terem ampliado a extensão da jornada escolar, está se multiplicando, no Brasil, a adesão à chamada Educação em tempo integral.
É nosso propósito, neste momento, apresentar pontos de reflexão a respeito dos elementos essenciais que possibilitem a adequada ampliação do tempo de permanência tendo em vista a educação em tempo integral.
Em outra oportunidade, salientamos que a criança aprende mecanicamente; ela domina o código da leitura, mas não a significação. Durante muito tempo, no Brasil, acreditou-se que ser alfabetizado seria dominar signos. A criança lê as letras, repete mecanicamente, mas não compreende a idéia; é preciso aprender com significação. A criança aprende de verdade quando é
Crônicas de Thadeus Palka - Apucarana – Centro Norte Do Paraná
APUCARANA – CENTRO NORTE DO PARANÁ?
(*)-Thadeus Palka
Sou apucaranense desde 1944, vim para cá com 9 anos, considerando-me um dos pioneiros desta pujante cidade, pois recebi homenagens nas diversas datas de aniversário da cidade, portanto vivenciando todos os problemas desta bela e acolhedora cidade.
Naquela época Apucarana era o final da estrada de ferro – único e rápido meio de transporte da época - onde todos os aventureiros tinham suas paradas para, depois, seguirem suas jornadas para cidades mais distantes.
Em Apucarana por volta de 1964 foi criada a primeira Faculdade de Economia do Norte do Paraná, logo depois a Universidade Estadual de Londrina e de Maringá, portanto, na região a nossa FECEA é pioneira.
Apucarana fica entre Londrina e Maringá, quando se esperava que viesse a ser uma verdadeira metrópole a exemplo dessas duas cidades.
Excelentes e gabaritados profissionais vindos, principalmente, de Curitiba (Pr) – médicos, engenheiros, dentistas, advogados, professores, veterinários, comerciantes e etc. –, foram verdadeiros abnegados e desbravadores e aqui se instalaram para fazerem suas vidas. Depois de certo tempo muitos deles voltaram para suas origens e muitos deles aqui permaneceram.
Pela sua posição geográfica Apucarana é privilegiada pela estrada rodoviária e ferroviária que liga Apucarana-Curitiba-Paranaguá; é dotada do melhor clima da região; é considerada a Capital do Vale do Ivaí e do Boné; é sede de Bispado, e tem tudo para projetar-se como uma das principais cidades do Paraná, pois conta com mais de 120.000 habitantes, tem 3 faculdades, escola profissionalizante extensão da Universidade Federal do Paraná, conta uma das melhores APAEs do Brasil em moderníssimas instalações; muitos colégios de alta qualificação; existem muitos supermercados e o excelente Hospital da Providência que é referência na região; é consideração a cidade educação do Brasil; o conceituado jornal “Tribuna do Norte” com grande penetração regional e mais o “Radar”, obviamente, constam outras grandes realizações.
No entanto, não contamos com nenhum representante de nossa cidade na Assembléia Legislativa do Paraná e nem na Câmara Federal, em épocas passadas já tivemos excelentes apucaranenses.
Cogitou-se formar o Projeto Metronor – Metrópole Linear do Norte do Paraná, por volta de l980, que abrangeria uma interligação entre Londrina e Maringá, com plano fabuloso para desenvolver a região, prevendo-se a interligação das cidades que se encontram nessa faixa, como acontece com o ABCD da região de São Paulo.
Contamos com dois hospitais, onde funciona o SUS e o Hospital da Providência, este muito bem aparelhado e conta com excelente e capacitado corpo clínico; contávamos com duas cooperativas uma agropecuária e outra de leite; foi desatinava uma Faculdade de Filosofia, que funcionava no Colégio Glorinha, e outros empreendimentos de relativo porte que fazem falta para o nosso desenvolvimento.
As eleições aproximam-se nos anos vindouros e é o momento de a sociedade política aglutinar-se em torno de pessoas comprometidas com a cidade de tal forma que tenhamos dignos representantes para o nosso município e de colocá-lo no lugar que ele merece; sem dúvida existem pessoas que podem desempenhar essa tarefa condignamente e de mostrarem a cara diante do eleitorado e que reúnem todas as condições para tornar o nosso município à altura dos demais da região.
É hora de as lideranças vivas, inteligentes e interessadas por Apucarana tomarem uma posição firme e estarem convictas de que Apucarana tudo pode e ser o ponto mais destacado no mapa do Paraná.. Precisam ter coragem e altivez porque há gente competente e capaz que podem realizar um trabalho profícuo que resulte em progresso para a região, deixando de lado suas vaidades e caprichos pessoais e de mãos dadas objetivando um fim comum que é o progresso de nosso riquíssimo município.
(*)-Advogado e ex-professor da FECEA de Apucarana (PR).
Livro Prof Braz - Vale do Ivaí
APRESENTAÇÃO
Três Poetas assim se expressaram ao se referirem à sua terra: Gonçalves Dias, o poeta dos versos, em 1843, em sua “Canção do Exílio”, suplicou: “Minha terra tem palmeiras... Não permita Deus que eu morra, sem que volte para lá!” José de Alencar, o poeta da prosa, em 1865, em seu “Iracema”, nos descreveu: “Verdes mares bravios da minha terra natal onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba”. E o terceiro – BRAZ MIRANDA DE SÁ - um poeta “pé-vermelho”, radicado nesta terra, de longa data, fez da prosa uma poesia e nos brinda com sua obra-maior “Vale do Ivaí”, lançada em sua primeira Edição em 1987.
O “Professor Braz” deixa sua emoção e sensibilidade aflorarem, transmitindo-nos a lembrança, o sabor e a saudade de uma época bonita, a época dos desbravadores – bravos e destemidos irmãos de todas as partes do Brasil e do mundo – que, vindo, aqui se fixaram para fazerem desta terra a sua terra, e deste chão o seu universo, onde pudessem, viver, sonhar... criar sua prole e serem felizes, na luta árdua do labor diuturno.
A obra está repleta de relatos de ações do dia-a-dia, sem se importar com quem as praticou, mostrando que o que aconteceu ao Pedro, poderia ter acontecido com o José e que a Maria não é mais feliz ou infeliz que a Joana, pois tudo o que uma viveu... se a outra não viveu, bem que poderia ter vivido... É uma história sem personagens, datas, ou lugares... é, por conseguinte, universal... Todos a poderíamos contar, dizendo algo assim: “Sabe, teve um vez, que eu... lá na minha terra... nem me lembro quando...”
E o relato, em forma de poesia, mostra que ninguém é dono da história... felizmente! Graças a Deus, para que ninguém se sinta menos agente ou sujeito da história deste rico quinhão que Deus plantou no Norte do Paraná; ou que esteja privado de passar pelas alegrias, peripécias, lutas, dificuldades, vitórias e realização do seu sonho: o sonho maior de ter vindo, se assentado, vivido e vencido e, ao final do contrato da vida, deixar a vez aos seus rebentos para que embatam novas lutas e obtenham suas vitórias...
A obra é assim: teve um início... entrementes... não um fim.
Artur Palú Filho
Três Poetas assim se expressaram ao se referirem à sua terra: Gonçalves Dias, o poeta dos versos, em 1843, em sua “Canção do Exílio”, suplicou: “Minha terra tem palmeiras... Não permita Deus que eu morra, sem que volte para lá!” José de Alencar, o poeta da prosa, em 1865, em seu “Iracema”, nos descreveu: “Verdes mares bravios da minha terra natal onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba”. E o terceiro – BRAZ MIRANDA DE SÁ - um poeta “pé-vermelho”, radicado nesta terra, de longa data, fez da prosa uma poesia e nos brinda com sua obra-maior “Vale do Ivaí”, lançada em sua primeira Edição em 1987.
O “Professor Braz” deixa sua emoção e sensibilidade aflorarem, transmitindo-nos a lembrança, o sabor e a saudade de uma época bonita, a época dos desbravadores – bravos e destemidos irmãos de todas as partes do Brasil e do mundo – que, vindo, aqui se fixaram para fazerem desta terra a sua terra, e deste chão o seu universo, onde pudessem, viver, sonhar... criar sua prole e serem felizes, na luta árdua do labor diuturno.
A obra está repleta de relatos de ações do dia-a-dia, sem se importar com quem as praticou, mostrando que o que aconteceu ao Pedro, poderia ter acontecido com o José e que a Maria não é mais feliz ou infeliz que a Joana, pois tudo o que uma viveu... se a outra não viveu, bem que poderia ter vivido... É uma história sem personagens, datas, ou lugares... é, por conseguinte, universal... Todos a poderíamos contar, dizendo algo assim: “Sabe, teve um vez, que eu... lá na minha terra... nem me lembro quando...”
E o relato, em forma de poesia, mostra que ninguém é dono da história... felizmente! Graças a Deus, para que ninguém se sinta menos agente ou sujeito da história deste rico quinhão que Deus plantou no Norte do Paraná; ou que esteja privado de passar pelas alegrias, peripécias, lutas, dificuldades, vitórias e realização do seu sonho: o sonho maior de ter vindo, se assentado, vivido e vencido e, ao final do contrato da vida, deixar a vez aos seus rebentos para que embatam novas lutas e obtenham suas vitórias...
A obra é assim: teve um início... entrementes... não um fim.
Artur Palú Filho
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Livro Prof Braz - Lembranças
Depois de aproximadamente quarenta e cinco anos, visitando São José do Rio Preto, vieram à tona “LEMBRANÇAS” que minha saudade acaba de fotografar nesta obra.
Quero dedicá-la aos leitores, especialmente ao povo da inesquecível e promissora Potirendaba e da saudosa e progressiva São José do Rio Preto.
A todos, minha cordial saudação.
Braz Miranda de Sá
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