Livros de Contos de Braz Miranda De Sá.

Para que contos?

Para você entreter-se, passar momentos descontraídos, rir, meditar e inteirar-se dos problemas sociais do dia-a-dia.
Talvez esteja descobrindo algo novo para sua cultura.
Dedico a todos minha literatura, especialmente a você, amigo leitor.
Braz Miranda De Sá.


APRESENTAÇÃO do Livro de CONTOS POR BRAZ MIRANDA DE SÁ

Há na literatura, ou até mesmo fora dela, várias maneiras de expressarmos o que nos vai na alma. O que é, porém, a Literatura, senão a manifestação do que se passa na vida?
Cada um de nós tem o seu meio de transmitir suas alegrias, tristezas, anseios ou temores e o fazemos usando dos recursos que nos deparam ou que voluntariamente os escolhemos. Ao optarmos pela Literatura como meio ideal para essa transmissão, o fazemos usando dos recursos de estilo que nos estão à mão, ou aqueles que julgamos melhor se adequar à nossa conveniência para nos tornarmos claros e atingirmos o objetivo maior que é o entretenimento do leitor. Não se lê, contudo, meramente pelo entretenimento. Lê-se, enfim, pela oportunidade de nos identificarmos com as personagens ou até mesmo nos aproximarmos ou nos igualarmos ao modo de conceber o mundo na visão de um narrador.
A literatura é o nosso mundo. Nele somos soberanos. Temos um pouco da Onisciência, Onissapiência e Onipresença do criador. E um aspecto que mais nos vai no âmago, temos também um pouco de sua onipotência.
A Onipotência se exprime ao darmos vida às personagens e nos sentirmos superiores às suas próprias deliberações. Deliberamos por elas. Temos o poder de orientar e transformar suas vidas. Temos o poder de reinventar e melhorar o mundo.
E neste livro, vemos a exploração dos melhores recursos pelo Autor, quando usando da técnica das frases curtas, não apenas mostra, os estilos de vida e suas fases de crescimento ou decadência, mas que a felicidade completa se faz pelo aproveitamento dos pequenos detalhes, das pequenas nuanças, dos pequenos momentos que vivenciamos com os que nos são caros.

Há um crescimento no aspecto comportamental e espiritual à medida que os contos se sobrepõem. Inicia numa fase de exploração dos problemas sociais e as dificuldades e deficiências das personagens. Passa por uma fase de introspecção quando se busca dentro de si o que não se encontrou fora, na sociedade, no convívio (e isto podemos observar em “Solipso” e “Enigma”). Conclui, mostrando que o homem, quando se sente plenificado em vida, busca o infinito na sublimidade de uma nova forma de ser, ver e agir (Tal como “Suzete” nos demonstra).
Que dizer do Autor? Tem um pouco, ou talvez muito do Solipso.
- É alguém que tem muito a dar e assim o faz.
- É alguém que dá a mão em apoio, que orienta, encaminha, ensina o caminho e a caminhar.
- É alguém que consola, acarinha, satisfaz.
- Satisfaz as emoções dos outros.
- É alguém que, além de ouvir a natureza em sua manifestação mística e simbólica, gostaria de identificar-se com o outro, o leitor, trazendo-o à realidade.

E é através da sua Literatura que assim procede, que assim se expande, comunica e se realiza.

Artur Palú Filho
Membro Fundador da Academia
de Letras, Artes e Ciências
Centro-Norte do Paraná.
Apucarana, 23 de fevereiro de 2001.

Contos do Livro

NA ESQUINA DO DESTINO
ÚLTIMO ADEUS
VÍTIMA DA INFIDELIDADE
NA RODOVIÁRIA
FRUSTRAÇÃO
AMOR E DESTINO
O SOLIPSO
ENIGMA
SUZETE

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Poesia de João Vieira Jr - Poeminhas

Caminhos


Você disse que eu não sou Vinicius
e eu não sou Guimarães Rosa também
nem Mario de Andrade e muito menos Drummond 
sou Vieira
Júnior por sinal
de comum com eles somente o uso das letras
não com as mesmas precisões
mas talvez com as mesmas necessidades
ou pretensões
(claro que da minha parte)
mais da minha vontade, que da arte
e escrevo por gosto
e partilho
e assim amplio minhas virtudes
e diluo minhas dores 
claro que aquelas, recebo 
e estas sou eu quem dá
e assim tento navegar 
esta nave louca que é a vida !
                                                                                João Vieira Jr ™


Sapateiro 


Aprender a Andar
não precisa de ter sapatos
estes não ensinam a função
mas o andar se dá melhor se os tiver
Então aprender a andar é sua obrigação inerente
e aprender a fazer sapatos sua opção inteligente
Eu sou um aprendiz
de andar
e de fazer sapatos.
                                                                                João Vieira Jr ™


Efêmeros ... 


Brincadeira de criança
flertes inocentes
você olha, eu olho
eu sorrio
você finge
eu também
nós fingimos que não fingimos
e brincamos de gato e gato
nos fazendo uma hora de rato
noutras de pato
e de fato
deste coelho num sai mato
opa !
num era para ser assim 
mas enquanto isto, divirta-se
que a vida passa
e tudo passa
e quando você menos perceber
você já passou para mim também !
                                                                                João Vieira Jr ™

Poesia de Braz M de Sá - Aforismos

Máximas
 Do escritor Braz Miranda de Sá

A musicalidade da imaginação desperta minha poesia no ritmo das palavras.
(Braz Miranda de Sá)

A felicidade depende de como você enfrenta a realidade.
(Braz Miranda de Sá)

Para fugir ao pessimismo, deixo minha imaginação deslizar pelos campos e florestas a céu aberto.
(Braz Miranda de Sá)

Faz da sua queda, da sua derrota, um trampolim para a vitória.
(Braz Miranda de Sá)

A flor da inteligência desabrocha ao contacto com a natureza feliz.
(Braz Miranda de Sá)

Minha caneta dança sobre o papel, ao ritmo das idéias.
(Braz Miranda de Sá)

A esperança é luz interior a iluminar, no silêncio, a caminhada dos homens.
(Braz Miranda de Sá)

Quando cair, levante-se e caminhe firme!
(Braz Miranda de Sá)

No convívio com meu netinho esqueço as mágoas e os aborrecimentos; ele representa para mim tudo o que há de puro e nobre.
(Braz Miranda de Sá)

Poesia de Braz M de Sá - Cantiga Cabocla


E quando chega a madrugada,
Lá no alto da floresta,
A passarada alegremente faz a festa.

E o caboclo da casinha pequenina,
Lá no alto da colina,
Sai pr’a roça trabalhar.
E a família, cantando alegremente,
Co’a enxada, segue em frente,
Vai com ele capinar.

E à tardinha, quando volta
Do trabalho tão cansado,
Pega viola e vai cantar todo animado.

Relembra as mágoas e a saudade tão distante
De outros tempos tão errantes,
Na vida de um rapaz.
E, na cantiga, o roceiro apaixonado
Canta versos, animado,
A nostalgia o satisfaz.

E quando chega a madrugada,
Lá no alto da floresta,
A passarada alegremente faz a festa.


Braz Miranda de Sá
 ( Janeiro de 1988 )

Poesia de Braz M de Sá - AOS PROFESSORES E ALUNOS.


Em busca de um ideal,
Professora, professor!
Em toda sua carreira,
Educando com amor.

E os alunos vão passando,
Nesta escola tão querida,
Aprendendo as disciplinas,
Conduzindo-os para a vida.

E assim todos cumprindo
O dever, com muito amor,
No trabalho progredindo,
Tendo, juntos, seu valor!


Braz Miranda de Sá
Apucarana, 15 de junho de 2010.

Livros de Leny Zulim

  LITERATURA NO ENSINO FUNDAMENTAL: DA TEORIA ÀS PRÁTICAS EM SALA-DE-AULA

O título acima refere-se ao livro da professora Mestre Leny Fernandes Zulim, a ser lançado dia 19 próximo, a partir das 19h30min no anfiteatro da FAFIJAN, como parte da programação da Semana de Letras. Conforme sugere, a obra trata da presença da leitura literária no Ensino Fundamental, abordando não só aspectos teóricos, mas relacionando a teoria a práticas que o professor pode aproveitar.

A bem da verdade, o livro vem suprir um pouco da carência de bibliografia específica, pois, se temos um acervo de boa quantidade e qualidade no que se refere à teoria sobre o assunto, o mesmo não ocorre quando um professor precisa de subsídios práticos que oriente e motive esse trabalho em sua prática cotidiana. Na esteira de inúmeros autores –entre eles um dos mais contundentes Cláudio Moura e Castro- que reitera a necessidade desse tipo de acervo para apoio aos professores, criticando a enxurrada de obras unicamente teóricas produzida pela Academia, a autora se vale do conhecimento teórico para embasar a metodologia que propõe.


A obra organiza-se a partir de um capítulo inicial no qual se abordam conceitos sobre leitura, leitura literária e formação do leitor para, nos capítulos seguintes, discutir obras de interesse das séries finais do Ensino Fundamental. Vale dizer que a escolha dos títulos para análise recai – e a autora deixa essa opção clara- sobre a produção literária infanto-juvenil brasileira do pós-70, sólida, de alta qualidade estética e ganhadora de prêmios mundiais importantes, caso do Hans C. Andersen com Lygia Bojunga Nunes e Ana Maria Machado, bem como com inúmeras delas traduzidas para inúmeros idiomas.


Após a análise de cada uma dessas obras há explicações detalhadas de como aplicar a metodologia que a autora adota. Metodologia simples, mas não simplista, em que se observa a integração dos vários saberes, interdisciplinar, portanto. A autora conclui afirmando sua crença na educação, na literatura como instrumento de humanização do ser. E, claro, no primeiro e mais direto mediador de leitura: o professor. A eles, afirma entrega o livro, com a esperança de ajudá-los na tarefa de forma leitores e, portanto, seres mais humanos no sentido que tem a palavra de mais bonito: seres mais solidários, mais reflexivos, capazes de pensar com autonomia.